Viajando No Mundo dos Contos de Fada

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quinta-feira, 18 de abril de 2013

PARA QUE SERVE PROJETO POLITICO PEDAGÓGICO?

Documento legal e político que define a identidade e a missão institucional;
• Acordo coletivo que anuncia as intenções, aonde se quer chegar;
• Elenco de valores na visão de mundo dos agentes;
• Conjunto de proposições que define: princípios, funcionamento institucional, metas, prioridades, medidas, referências para o trabalho, perspectivas e proposições.
O Projeto é justamente um instrumento teórico-metodológico que visa ajudar a enfrentar os desafios do cotidiano da escola, só que de uma forma refletida, consciente, sistematizada, orgânica, científica. E, o que é essencial, participativa.

2.PARA QUE SERVE PROJETO POLITICO PEDAGÓGICO?

Ao desenvolvê-lo, através de um planejamento participativo, as pessoas ressignificam suas experiências, refletem suas práticas, resgatam, reafirmam e atualizam valores, explicitam seus sonhos e utopias, demonstram seus saberes, sua visões de mundo, de educação e conhecimento, dão sentido aos seus projetos individuais e coletivos, reafirmam suas identidades, estabelecem novas relações de convivência e indicam um horizonte de novos caminhos, possibilidades e propostas de ação.
É ele que indicará a direção, o norte, os rumos da escola. Retrata a cara da escola, sua identidade como é compreendido por OLIVEIRA (1990). O projeto pedagógico da escola é, por isso mesmo, sempre um processo inconcluso, uma etapa em direção a uma finalidade que permanece como horizonte da escola.

3.QUAL O CONCEITO QUE A DIREÇÃO/ COORDENAÇÃO/ PROFESSOR TEM DEPROJETO POLITICO PEDAGÓGICO?

A coordenação exerce uma função imprescindível, pois tem a tarefa de (co)ordenar as ações do coletivo com o objetivo de registrar os resultados do processo reflexivo e as decisões tomadas, garantir que os encontros para as discussões, análises, reflexões e estudos não se percam no esquecimento, caso não sejam sistematizados, organizadas e formalizadas com base no referendo do coletivo.

4. EM QUAL MOMENTO OCORRE A ELABORAÇÃO DESSE PROJETO?
O primeiro passo para começar a planejar a elaboração do projeto político-pedagógico é mobilizar a comunidade escolar, analisar em que contexto a escola está inserida. Para assim, definir e explicitar com que tipo de sociedade a escola se compromete, que tipo de sujeitos ela buscará formar e qual a sua intencionalidade política, social, cultural e educativa. Esta assunção permite clarear os critérios de ação para planejar como se deseja a escola no que se refere à dimensãopedagógica, comunitária e administrativa.

5. QUEM PARTICIPA DE SUA ELABORAÇÃO PROJETO POLITICO PEDAGÓGICO?

Para ser legítimo, o projeto Político Pedagógico precisa ter a participação de toda a comunidade educativa diretamente ou por representatividade também legítima e democrática.

“O projeto da escola depende, sobretudo, da ousadia de seus agentes, da ousadia de cada comunidade escolar em assumir a sua ’cara’ tanto para dentro, nas menores manifestações de seu cotidiano, quanto para fora, no contexto histórico em que ela se insere”. Moacir Gadotti & José Eustáquio Romão.

6. QUAIS AS MAIORES DIFICULDADES NESSE PROCESSO DE CONSTRUÇÃO COLETIVA?
A partir dos estudos de Vasconcelos (2006) e Cardoso (2007), os seguintes fatores merecem atenção especial, sob pena de prejudicar total ou parcialmente o Projeto:
 Perfeccionismo: querer chegar a um texto extremamente preciso e correto;
 Falta de esperança/confiança na instituição: “ não adianta falar que nada vai acontecer mesmo”
 Imediatismo: ter pressa, não querer”perder tempo” com as discussões;
 Comodismo por parte dos sujeitos: não quererem a desacomodação que poderá vir em decorrência da concretização das idéias ali colocadas;
 Falta de exercício democrático na escola;
 Falta de experiência de caminhada comum, enquanto grupo, devido à rotatividade das pessoas da instituição;
 Formalismo: perigo de reduzir o Projeto a uma seqüência de passos, a simplesmente elaborar um documento, sem vida, sem significado, sem envolvimento com as idéias, com as propostas;
 Nominalismo: achar que definir uma linha de trabalho para a escola é se “filiar” a alguma concepção corrente ( educação libertadora , construtivismo , etc);
 Falta de condições objetivas de espaço-tempo para encontro, reflexão, elaboração e acompanhamento.

Ao detectar algum desses fatores, é imprescindível enfrentá-lo com estratégias adequadas para sua superação.


Silvia Regina de Campos Brito

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