Viajando No Mundo dos Contos de Fada

Viajando No Mundo dos Contos de Fada
Admirando a beleza

sábado, 18 de janeiro de 2014

VOLTA AS AULAS
















































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Coordenação Pedagógica

Plano de Ação da "Coordenação Pedagógica"


1: INTRODUÇÃO:

A ação do coordenador pedagógico predomina-se em um trabalho onde a participação e integração da tríade- aluno-professor-coordenador pedagógico, aliada a uma dinâmica ativa e coerente constituiu-se num resultado cujas linhas norteadoras corroborarão para um desenvolvimento eficaz em todo fazer pedagógico da instituição.

2:JUSTIFICATIVA:

A dinâmica do processo didático e do conhecimento que se ensina, aprende e (re)constrói na escola, solicita do Coordenador Pedagógico que incentive e promova o hábito de estudos, leituras e discussões coletivas de textos, tanto os que trazem subsídios aos conteúdos específicos, quanto os que ampliam e aprofundam bases, encaminhamentos e concepções do ato educativo de ensinar e aprender, que caracteriza a especificidade da escola e do conhecimento que deve ser garantido. Sendo assim, a função e/ou a “missão” do supervisor, requer dele, então uma ampla e bem apoiada visão dos fundamentos, princípios e conceitos do processo didático.
Propiciando o desenvolvimento do currículo da escola, visando melhor e mais eficiente desempenho do trabalho didático-pedagógico e, obviamente, a melhoria da qualidade do processo de ensino-aprendizagem, tem o presente plano a função de orientar e avaliar todas as atividades do corpo docente, dinamizando, facilitando e esclarecendo a atuação da supervisão pedagógica, junto ao corpo administrativo, docente e discente da escola.
Este plano é flexível de acordo com as necessidades reais da escola e de toda a clientela nela atendida

3: OBJETIVO GERAL:

O trabalho do Coordenador Pedagógico visa traduzir o novo processo pedagógico em curso na sociedade, promover necessárias articulações para construir alternativas que ponham a educação a serviço do desenvolvimento de relações verdadeiramente democráticas, oferecendo a comunidade escolar uma educação com qualidade, no intuito de formar cidadãos críticos e democráticos.

4: OBJETIVOS ESPECÍFICOS:

 Elaborar o plano de ação pedagógica;
 Promover e participar das reuniões de pais e professores;
 Prestar assistência técnico-pedagógica de forma direta ao corpo docente e, indiretamente, ao corpo discente;
 Estudar, pesquisar e selecionar assuntos didáticos e incentivar troca de experiências entre professores;
 Orientar e acompanhar no preenchimento dos diários de classe;
 Identificar constantemente quais as prioridades das turmas e professores para prestar-lhes um melhor atendimento;
 Visitar as salas de aula para detectar problemas existentes e procurar solucioná-los;
 Detectar constantemente as deficiências na aprendizagem;
 Acompanhar o desenvolvimento dos planos, a fim de que haja um trabalho interdisciplinar, onde possamos atender com eficiência toda a clientela da instituição;
 Avaliar a execução dos planos;
 Promover o aumento do rendimento escolar qualitativamente.


5: ATIVIDADES:

 Elaboração do planejamento anual;
 Participação nas reuniões administrativas;
 Reuniões para elaboração dos planos;
 Orientação em conjunto e individual;
 Auxílio e vistoria nas avaliações;
 Acompanhamento e avaliação dos planos;
 Participação nas reuniões de Pais e Professores;
 Orientação, acompanhamento e auxílio aos alunos;
 Reuniões pedagógicas;
 Assistência à direção em assuntos pedagógicos e em atividades cívicas e sociais;
 Observação e assistência contínua;
 Diálogos individuais;
 Conversas informais;
 Estudos, pesquisas e seleção de conteúdos;
 Orientação e acompanhamento no preenchimento dos diários de classe;
 Identificação das prioridades de cada turma;

6: METODOLOGIA DE TRABALHO:

O método de trabalho é simples, dinâmico, democrático, cooperador e de acordo com as necessidades apresentadas, colaborando com os professores na procura de meios e fins para melhor aprendizagem e formando um trinômio indispensável: aluno-professor-coordenador, e procurando a Filosofia Educacional como forma de organização para atingir os objetivos e procurando obter adesão e colaboração de todos os elementos, desenvolvendo assim, um verdadeiro trabalho de equipe.

7: AVALIAÇÃO:

 A avaliação consiste num trabalho progressivo e cooperativo entre a direção, coordenação pedagógica e o corpo docente, integrados na diagnose dos problemas que interferem no processo ensino-aprendizagem, para dar-lhe solução adequada.
Esta avaliação contínua e progressiva será feita através de;
 Análise do plano elaborado, para verificar se os objetivos foram alcançados;
 Observação diretas e indiretas de todas as atividades desenvolvidas;
 Visitas, Conversas, Fichas de acompanhamento; Levantamentos estatísticos;
 Reflexão e conclusão, Análise dos dados coletados.

8: PERÍODO DE EXECUÇÃO:

Durante todo ano letivo de 2011.

9: CONCLUSÃO:

O alcance dos objetivos deste plano, a melhoria do processo ensino-aprendizagem e o processo dos alunos não dependem somente da atuação do coordenador Pedagógico, mas também, do apoio da Direção da Escola, da aceitação e esmero dos professores, do desempenho dos demais funcionários do estabelecimento, do interesse dos educando e ainda, do auxílio dos responsáveis pelos alunos desta instituição.
Portanto, precisamos angariar a confiança de todos como fruto do bom desempenho de nosso trabalho, para que possamos trabalhar sob um clima completamente familiar, proporcionando assim, maior intercâmbio entre escola-comunidade. Somente assim teremos êxito nesta grande batalha.

COMPETÊNCIAS DO COORDENADOR PEDAGÓGICO

COMPETÊNCIAS DO COORDENADOR PEDAGÓGICO



v  Participar do Projeto escolar da Unidade, coordenado, junto aos docentes, as atividades de planejamento curricular, observando as diferentes propostas, articulando-as conjuntamente.

v  Elaborar a programação das atividades de sua área de atuação, assegurando a sua articulação com as demais programações de apoio educacional.

v  Traçar paralelo entre teoria e pratica pra que garanta um trabalho educacional mais significativo, possibilitando e criando no cotidiano, situações didáticas que forneçam condições para os alunos se conhecerem, desenvolverem suas habilidades e resignarem a novos conhecimentos e sentimentos;

v  Propor técnicas e procedimentos, selecionar e oferecer materiais didáticos aos professores, organizando atividades e propondo sistemática de avaliação nas áreas de conhecimento.

v  Planejar e organizar de forma criativa as reuniões de HTC, considerando necessidades diferentes recursos/linguagens e otimização do tempo;

v  Garantir os registros da área pedagógica dando continuidades ao processo de construção do conhecimento, ás atividades de formação permanente de professores e ao planejamento do arranjo físico e racional dos ambientes especiais.

v  Assessorar o diretor quanto ás decisões relativas a matriculas, transferências, agrupamentos de alunos, organização de horário de aula e utilização de recursos didáticos da escola.

v  Organizar reuniões de pais e mestres interpretando a organização didática da escola para a comunidade

v  Executar demais atribuições a fins de acordo com o estabelecido pela Secretaria Municipal de Ensino.

v  Estabelecer elos entre o corpo docente e direção escolar, pais e alunos;

v  Acompanhar o processo de avaliação desempenho e a avaliação de período probatório dos professores da unidade escolar;

v  Garantir a efetivação das diretrizes pedagógicas estabelecidas no Plano Político Pedagógico, no âmbito da unidade escolar;

v  Programar, incentivar e participar de ações que viabilizem a formação para qualificação continuada do sujeito e da sua prática;

v  Conhecer, disponibilizar e incentivar uso de material pedagógico e didático existente na escola para o grupo;

v  Garantir a circulação de informação de forma célere e corretas pertinentes aos docentes.

COORDENADOR PEDAGÓGICO

PLANO DE COORDENADOR PEDAGÓGICO


I.                  Justificativa:
 

 “Não se trata mais de administrar pessoas, mas de administrar com as pessoas”. Chavenato (1997,p.101),

 Acredito que a minha experiência profissional, 15 anos dos quais 11 na rede municipal de Taboão da Serra, como professora titular e professora adjunta, tanto no ensino infantil quanto no ensino fundamental, contribuíram  para a decisão deste novo desafio que será enfrentado por min enquanto coordenadora pedagógica. 

         E importante ressaltar que ir além do conhecimento teórico é de fundamental importância, pois para acompanhar o trabalho pedagógico e estimular os professores é preciso percepção e sensibilidade para identificar as necessidades dos alunos e educadores, tendo que se manter sempre atualizado, buscando fontes de informação e refletindo sobre a prática pedagógica.

II.               Concepção de ensino e de aprendizagem:

         A concepção de ensino e de aprendizagem que está mais relacionada à realidade atual é o ensino sócio construtivista, portanto se faz necessário proporcionar ao grupo de professores uma prática reflexiva para que juntos possam construir e pontuar suas necessidades acerca do tema.

         É o professor que propõe, acolhe e organiza problemas a serem resolvidos, que irão gerar ideias, que sendo discutidas, permitirão a ampliação dos conhecimentos prévios. É o professor que promove oportunidades para reflexão, indo além das atividades pratica; estabelece métodos de trabalho colaborativo e um ambiente na sala de aula em que todas as ideias são respeitadas, ainda que merecedoras de considerações críticas.

          Portanto, educar e ensinar são compromissos com a construção da identidade do indivíduo, de maneira a conviverem juntos a partir da realidade pessoal de cada um, respeitando sua diversidade cultural e étnica e atendendo aos princípios norteadores da cidadania.

  
III.           Objetivos:

·         Diagnosticar  os pontos críticos do processo de ensino aprendizagem;

·         Sugerir e propor atividades visando o aperfeiçoamento do trabalho pedagógico;

·         Propor um outro jeito de olhar, de analisar ou conduzir umaação;

·         Evidenciar a importância do coletivo na construção do conhecimento;

·         Oportunizar momentos de formação, de estudo e de reflexão sobre a prática docente e explorar alternativas de trabalho que permita a concretização da proposta pedagógica;

·         Promover estudos e pesquisas para ressaltar a importância da relação teoria - prática do processo de ensino - aprendizagem;

·         Estimular a leitura, análise, reflexão de subsídios e avaliar a sistematização durante todo o processo.

IV.            Metas Previstas:



·         Dar atenção individual e coletiva a todos envolvidos no processo de ensino – aprendizagem;

·         Coordenar e subsidiar a elaboração dos diagnósticos da realidade escolar;

·         Pesquisar e acompanhar as causas da repetência e o rendimento escolar dos alunos;

·         Propiciar o trabalho em conjunto por área, por ano para analisar, discutir, estudar e aperfeiçoar as questões pertinentes ao processo de ensino – aprendizagem;

·         Incentivar e promover condições para dar continuidade aos projetos já existentes assim como dar inicio a novos atendendo as necessidades da unidade escolar;

·         Trocar experiências e procurar sempre ouvir os professores e atende-los sempre que possível;

·         Promover dinâmicas de grupo;

·         Levantar temas para reflexão e orientação;

·         Discutir a avaliação de planos e projetos propostos

     Solicitar dos professores sempre que necessário uma avaliação do trabalho desenvolvido para que possa ser melhorado e diversificado cada vez mais a atuação pedagógica do grupo envolvido.


V.               Ações a desencadear:

·         Propor aulas diversificadas, para motivar o aluno e integra-lo no processo ensino – aprendizagem;

·         Trabalhar com dinâmica e textos relacionados ao melhor desenvolvimento da educação ( teoria – reflexão – prática);

·     Divulgar as informações recebidas pela direção e pela SEMED

·  Monitorar atividades e leituras para enriquecer e diversificar o trabalho dos professores;

·         Acompanhamento e avaliação dos projetos;

·         Preparação do conselho de classe, para analisar e avaliar junto com os professores as causas e consequências que levam o aluno a não adquirirem as habilidades propostas no período.

·         HTPC para estudo e reflexões sobre a prática pedagógica;

·          Divulgar e analisar resultados da aprendizagem junto com professor;


 
VI.            Avaliação:


     Avaliar é um processo contínuo e sistemático que visa o processo de quem está sendo avaliado no domínio dos seus conhecimentos e no desenvolvimento de habilidades e atitudes exigidas pela formação cientifica e o exercício profissional,

     O uso de registros e anotações dos fatos e atividades realizadas no cotidiano do exercício profissional e permite a consulta posterior, ou seja, é uma fonte onde através das informações registradas e analisadas da auto avaliação meio pelo qual acredito seja possível uma reflexão sobre a prática para novas ações (portfólio do coordenador).


Bibliografia


FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia; saberes necessários à pratica pedagógica.

www. direcionalescolas.com.br

CASTORINA, J.A. Piaget - Vygotsky.Pensar a Educação: contribuições de Vygotsky

O Coordenador Pedagógico

PLANO DE TRABALHO PARA COORDENADOR PEDAGÓGICO


O Coordenador Pedagógico possui várias funções que podem ser classificadas como:
- PREVENTIVA: consiste sempre em procurar a melhoria do processo ensino-aprendizagem.
- CONSTRUTIVA: de maneira positiva e cooperativa procurar sempre auxiliar o corpo docente a superar suas dificuldades.
- CRIATIVA: estimular habilidades individuais de cada um, buscar novos caminhos, pesquisar e criar novos recursos do ensino.

Sabendo da grande responsabilidade do papel do coordenador, me proponho a trabalhar de forma democrática para atender as necessidades da equipe desta EU, levando em conta a ética profissional e o intuito de contribuir para um bom trabalho coletivo, para tanto me submeto à aprovação da execução dos seguistes objetivos e metas abaixo:

■ Procurar ser uma pessoa criativa, organizada, ouvinte e aberta aos conhecimentos;
■ Dar continuidade aos trabalhos já iniciados na Unidade Escolar e elaborar novos projetos durante o ano letivo;
■ Executar o trabalho de coordenação sempre em conexão com a direção da escola;
■Participar da elaboração do PLANO, POLÍTICO, PEDAGÓGICO da escola, responsabilizar-se pela divulgação e execução do mesmo de forma participativa e cooperativa;
■ Promover um trabalho conjunto entre os educadores da escola, trocas de diferentes experiências e respeito à diversidade dos pontos de vista;
■ Participar efetivamente das reuniões oferecidas pela oficina pedagógica e repassar aos professores tudo o que for necessário em e em tempo hábil;
■ Organizar antecipadamente as reuniões de HTPC, que constituirá em prática eficiente; será um momento onde haverá grupos de estudos de temas que representem as necessidades ou dificuldades que o grupo apresentar. Os HTPC’s contemplarão também momentos de planejamento das atividades de sala de aula e confecção de materiais, levando em consideração os objetivos propostos no planejamento. Neste momento, é fundamental a troca de experiências através de relatos onde destacarão os pontos positivos e dificuldades de suas práticas;
■ Fazer com que todo trabalho repassado aos professores seja sempre direcionado para um modo coletivo nunca individualizado;
■- Proporcionar troca de materiais e atividades entre os professores dos mesmos anos;
■ Proporcionar práticas inovadoras aos professores; (pesquisando, estudando, fazendo cursos, oferecendo atividades);
■ visualizar novas perspectivas do professor, movimentar seu cotidiano dando-lhe as ajuda necessária;
■ investir na progressão continuada na própria escola;
■ Estabelecer vínculo e parceria com os alunos visando melhoras: tanto na sala de aula quanto fora dela;
■ Manter contato constante com as classes e alunos em dificuldade, transmitindo-lhes orientações para melhor estudarem determinadas disciplinas;
■Acompanhar a recuperação paralela procurando fazer com que o professor da classe e o professor da recuperação sempre estejam em conexão quanto ao desenvolvimento do aluno;
■Proporcionar uma maneira de trabalho planejado distribuído entre os bimestres desde do primeiro ano (alfabetização) até o quarto ano tanto em língua portuguesa quanto em matemática visando simplificar e ajudar no plano de trabalho do professor);
■ Incentivar e prover condições para a elaboração de projetos de alfabetização, leitura, saúde e higiene, informática e outros mais que se fizerem necessários;
■ cooperar na composição de turmas e horários, com critérios que favoreçam o ensino e a aprendizagem;
■ Acompanhar e avaliar o processo de ensino e de aprendizagem e contribuir positivamente para a busca de soluções para os problemas de aprendizagens identificados;
■Avaliar as práticas já planejadas, discutindo com os envolvidos e sugerindo inovações;
■Acompanhar o desempenho acadêmico dos alunos, através de registros, orientando os docentes para a criação de propostas diferenciadas e direcionadas aos que tiverem desempenho insuficiente;
■Estabelecer metas a serem atingidas no decorrer dos bimestres ou semestres, isto sempre consultando os professores dos respectivos anos;
■Promover um clima escolar favorável à aprendizagem e ao ensino, a partir do entrosamento entre os membros da comunidade escolar e da qualidade das relações;
■ procurar, da melhor maneira possível, participar e ajudar no planejamento e execução de festividades que vierem a acontecer na escola;
■Procurar poder dar atendimento individual conforme necessidade, onde possamos conversar as questões pertinentes ao desempenho escolar do aluno. Acredito que o papel do coordenador não seja “fiscalizar” nem “vigiar” o trabalho do professor, mas sim, auxiliar e oferecer subsídios para sua prática docente. Para tanto, se faz necessárias visitas às salas de aulas para verificar as necessidades de cada educador;
■ trabalhar em conjunto, com o já coordenador, ajudando-o nos seus projetos já iniciados, procurando criar novas perspectivas de maneira a aumentar ainda mais o sucesso de nossa escola.
ENFIM os objetivos e metas vem a ser muito mais do que tudo o que foi explicitado aqui, portanto procurarei cumprir com o meu dever da melhor maneira possível.

A IMPORTÂNCIA DO LÚDICO NA ESCOLA

A IMPORTÂNCIA DO LÚDICO NA ESCOLA



Entre risos tímidos e algumas gargalhadas, vi nascer o sentimento, a alegria, o prazer, a descoberta,do outro e de si...Brincar, dançar, pular...Esse é o papel do professor, encantar-se para encantar...(Sandra Costa, 2007)
Percebemos hoje nas escolas, a ausência de uma proposta pedagógica que incorpore o lúdico como eixo de trabalho. Essa realidade do Brincar nas escolas leva-nos a perceber a inexistência de espaço para um bom desenvolvimento dos alunos. Esse resultado, apesar de apontar na direção das ações do professor, não devemos atribuir-lhe a culpa. Ao contrário, trata-se de evidenciar o tipo de formação profissional do professor que não contempla informações nem vivências a respeito do brincar e do desenvolvimento infantil em uma perspectiva social, afetiva, cultural, histórica e criativa.

Vygotski (1988) indica a relevância de brinquedos e brincadeiras como indispensáveis para a criação da situação imaginária. Revela que o imaginário só se desenvolve quando se dispõe de experiências que se reorganizam. A riqueza dos contos, lendas e o acervo de brincadeiras constituirão o banco de dados de imagens culturais utilizados nas situações interativas. Dispor de tais imagens é fundamental para instrumentalizar a criança para a construção do conhecimento e sua socialização. Ao brincar a criança movimenta-se em busca de parceria e na exploração de objetos; comunica-se com seus pares; expressa-se através de múltiplas linguagens; descobre regras e toma decisões.

São poucas as escolas que investem neste aprendizado. A escola simplesmente esqueceu a brincadeira. Na sala de aula ou ela é utilizada com um papel didático, ou é considerada uma perda de tempo. E até no recreio, a criança precisa conviver com um monte de proibições.

Segundo o estudioso holandês Johan Huizinga (1980), não se brinca a não ser por iniciativa própria ou por livre adesão. Todo ser humano pode beneficiar-se de atividades lúdica. A brincadeira é transmitida à criança através de seus próprios familiares, de forma expressiva, de uma geração à outra, ou pode ser aprendida pela criança de forma espontânea. Contudo, nos dias atuais, com as moradias cada vez mais apertadas e os adultos envolvidos em seus afazeres, as crianças não têm um lugar para brincar e não devem atrapalhar o andamento do lar com seus brinquedos.

Não dá para isolar o comportamento lúdico da criança. Ela brinca quando é para brincar, e não quando os adultos entendem que ela deveria brincar.

Em qualquer época da vida de crianças e adolescentes e porque não de adultos, as brincadeiras devem estar presentes. Brincar não é coisa apenas de crianças pequenas, erra a escola ao fragmentar sua ação, dividindo o mundo em lados opostos: de um lado o jogo da brincadeira, do sonho, da fantasia e do outro, o mundo sério do trabalho e do estudo. Independente do tipo de vida que se leve, todos adultos, jovens e crianças precisam da brincadeira e de alguma forma de jogo, sonho e fantasia para viver. As escolas precisam reconhecer o lúdico, a sua importância enquanto fator de desenvolvimento da criança. Entre alguns desses fatores destaca-se:

*Facilitador da aprendizagem;

*Colabora para uma boa saúde mental;

*Desenvolve processos sociais de comunicação de expressão e construção do conhecimento;

*Explora a criatividade

*Melhora a conduta e a auto-estima;

*Permite extravasar angustias e paixões, alegrias e tristezas, agressividade e passividade.

Diante de tantas possibilidades, é fundamental que o educador seja mediador em todo o processo, criando na sala de aula um cantinho com alguns brinquedos e materiais para brincadeiras. Na verdade qualquer sala de aula disponível é apropriada para as crianças brincarem. Podemos ensinar as crianças também, a produzir brinquedos. O que ocorre geralmente nas escolas é que o trabalho de construir brinquedos com sucatas, fica restrito às aulas de arte, enquanto professores poderiam desenvolver também este trabalho nas áreas de teatro, música, ciências etc., integrando aos conhecimentos que são ministrados.

Tudo isso é possível quando estamos abertos para buscar novos caminhos. Precisamos, enquanto educadores nos colocarmos como participantes, acompanhando todo o processo da atividade, mediando os conhecimentos através da brincadeira e do jogo, afim de que estes possam ser reelaborados de forma rica e prazerosa.

REFERÊNCIAS
HUIZINGA, JOHAN, Homo Ludens. (São Paulo-SP, Perspectiva, 1980).
Vygotski, L. S. A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes, 2. Ed,1988.
NegritoREVISTA CRIAR, "Brincar = Aprender: Uma reflexão sobre o ato de brincar", Editoa Criarp; nº- 10, p. 10 a 13 julho/agosto, São Paulo,2006.


Artigo de Sandra Silva Costa
EDUCADORA, GRADUADA EM LETRAS VERNACULAS PELA 
UNEB- UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA

20 qualidades do professor ideal

20 qualidades do professor ideal

Ao listar características de bons professores, o Referencial para o Exame Nacional de Ingresso na Carreira Docente reconhece que nem todos podem ser avaliados por provas.

O docente ideal:

1. Domina os conteúdos curriculares das disciplinas.

2. Tem consciência das características de desenvolvimento dos alunos.

3. Conhece as didáticas das disciplinas.

4. Domina as diretrizes curriculares das disciplinas.

5. Organiza os objetivos e conteúdos de maneira coerente com o currículo, o desenvolvimento dos estudantes e seu nível de aprendizagem.

6. Seleciona recursos de aprendizagem de acordo com os objetivos de aprendizagem e as características de seus alunos.

7. Escolhe estratégias de avaliação coerentes com os objetivos de aprendizagem.

8. Estabelece um clima favorável para a aprendizagem.

9. Manifesta altas expectativas em relação às possibilidades de aprendizagem de todos.

10. Institui e mantém normas de convivência em sala.

11. Demonstra e promove atitudes e comportamentos positivos.

12. Comunica-se efetivamente com os pais de alunos.

13. Aplica estratégias de ensino desafiantes.

14. Utiliza métodos e procedimentos que promovem o desenvolvimento do pensamento autônomo.

15. Otimiza o tempo disponível para o ensino.

16. Avalia e monitora a compreensão dos conteúdos.

17. Busca aprimorar seu trabalho constantemente com base na reflexão sistemática, na autoavaliação e no estudo.

18. Trabalha em equipe.

19. Possui informação atualizada sobre as responsabilidades de sua profissão.

20. Conhece o sistema educacional e as políticas vigentes.

Fonte: Adaptado de Referenciais para o Exame Nacional de Ingresso na Carreira Docente- Documento para Consulta Pública, MEC/Inep.

Publicado em NOVA ESCOLA Edição 236OUTUBRO 2010.

A atuação do professor de Educação Infantil

A atuação do professor de Educação Infantil


     
     O professor que atua na educação infantil deve ter uma preocupação específica de como lidar com as crianças no dia-a-dia e em situações especiais. Ao se tratar de alunos iniciantes no convívio escolar surgem situações diferentes e inesperadas em relação às demais fases escolares.
     A criança tem um jeito próprio de encarar as novas etapas que vão surgindo em sua vida. Muitas vezes pais e educadores encaram esses acontecimentos com maior dificuldade que a própria criança que está passando por determinada vivência. 
     O ideal é que o professor tenha algumas atitudes, estratégias e comportamentos que favoreçam uma melhor aceitação e desenvolvimento dessa criança no ambiente escolar e até mesmo no seu dia-a-dia, podendo, inclusive, colocar em prática certos conhecimentos adquiridos, porém de forma meio que inconsciente.

     Buscando compreender melhor o mundo infantil e a aceitação da criança nessa nova experiência sugere-se algumas dicas de como proceder no mundo infantil: 
• Buscar organizar o espaço infantil de forma que o ambiente proporcione harmonia nos aspectos psicológicos e biológicos da criança;

• No período em que a criança estiver no Jardim de Infância, passar a sensação de um mundo mais lúdico no qual a criança, apesar de estar passando por um processo de educação e aprendizagem, não se sinta educada formalmente.
• Criar hábitos de correção com suavidade e fineza.
• Ao propor atividades para as crianças, conduza-as da melhor maneira possível, de forma que essas venham lembrar-se do momento com saudade.
• Preparar o momento da leitura com maior carinho possível, visto que se trata de um momento mágico para a criança, bem como estimula o crescimento do vocabulário preparando-a para a alfabetização.
• Observar bem os seus alunos, podendo detectar o que pode melhorar ou até mesmo o que deve ser eliminado.
• Ter consciência que punições devem ocorrer para corrigir maus hábitos, porém busque a melhor forma de realizar, fazendo com que a criança tenha consciência do erro. 
Ressalta-se que o bom professor aprende junto com seus alunos, antes mesmo de propor a educá-los.

Por Elen Campos Caiado
Graduada em Fonoaudiologia e Pedagogia

Dicas para Educação Infantil


Vinte Dicas Para Quem Pretende Trabalhar Ou Trabalha Com Educação Infantil



Sendo a Educação Infantil a fase inicial da vida escolar da criança, necessário se torna que os profissionais envolvidos neste processo - especialmente educadores - apresentem aspectos condizentes à realidade  em questão. Certas características devem ser observadas ao se contratar este profissional e eticamente falando - ao assumir a responsabilidade de se trabalhar com crianças. Foram elencadas abaixo vinte dicas e características que um profissional deve ter  para realizar  um trabalho prazeroso e significativo com crianças pequenas,

1- GOSTAR DE CRIANÇAS, é  imprescindível que o profissional goste de crianças , afinal nesta fase elas exigem paciência e amor  a todo momento. Pressupõe-se que quem gosta de crianças, goste também de trabalhar com elas. O trabalho com pequenos requer disposição, carinho, responsabilidade e uma energia imensa proviniente somente de quem gosta do que faz.

2- AGILIDADE é uma característica de peso considerável, pois a criança corre, pula, caí, levanta, descarrega energia e se envolve em situações  repentinas de risco, onde a agilidade do profissional pode evitar acidentes graves com os pequenos.

3- BOM PREPARO FÍSICO, nesta fase a maioria das  brincadeiras são realizadas no chão, em rodas de conversa ou em círculos programados para as atividades, para tanto o profissional necessita de boa disposição física para sentar, levantar, pular, engatinhar, enfim participar de todas as atividades que propõe à criança. Além do que, os pequenos adoram presenciar adultos executando as mesmas atividades que eles.

4- SER ÉTICO, assuntos relacionados à instituição e suas famílias devem ser preservados. Nesta fase é comum crianças comentarem intimidades das famílias - estes casos ajudam os profissionais a conhecerem a realidade de vida da criança -  e também alguém da família procurar apoio , confiando seus problemas a pessoas que trabalham na Instituição.  Todavia, estes fatos  somente poderão ser comentados em casos extremos- a pessoas especializadas ( Pedagogos, Psicopedagogos, Psicólogos e Assistentes Sociais) e com a aprovação da Equipe dirigente da Instituição. Tratar aos colegas com respeito e cordialidade, evitando brincadeiras desnecessárias e abusivas, afinal a criança observa o professor e o imita a todo momento.

5- SABER OUVIR OS RELATOS INFANTIS, nestes momentos o profissional poderá detectar possíveis problemas de várias naturezas, pelos quais a criança poderá estar passando - ou até mesmo sobre sua personalidade. 

6- SER FIRME E AMÁVEL AO MESMO TEMPO, a criança testa o adulto a todo instante e quando percebe que está vencendo, se torna indiscilplinada e resistente às regras de convivência. Porém, a amabilidade deve ser cultivada, assim a criança se sentirá segura, afinal está em um ambiente onde todos são estranhos a ela. Então, caberá ao educador conciliar ambos aspectos, ponderando suas atitudes e conscientizando a criança sobre seus deveres, sempre que necessário.

7- RECEBER BEM OS PEQUENOS E SEUS FAMILIARES, os pais precisam se sentir seguros em relação ao local e às pessoas em que estão confiando seus filhos. Portanto, o profissional deve recebê-los sempre com cordialidade, esclarecendo suas dúvidas, tranquilizando-os em seus anseios, se disponibilzando a atendê-los quando necessitarem  e  utilizando estratégias que motivem  a criança a gostar de ir para a  instituição.

8- SER CRIATIVO, o planejamento pedagógico deverá nortear o trabalho do educador, todavia, poderá ser alterado sempre que a atividade proposta não estiver despertando o interesse da turma, para isso o profissional deverá ser criativo e  tornar a atividade em questão mais prazerosa ou até mesmo lançar mão de outra atividade. Elaborar um plano de aula focado em situações cotidianas das  crianças ou da Instituição, encontrando ou criando músicas, histórias, jogos, atividades  e brincadeiras que enfatizem o tema do planejamento é uma ótima estratégia para um trabalho diversificado.

9- QUERER APRENDER, a todo momento surgem fatos inesperados quando o assunto é criança, e nem sempre o profissinal está preparado para resolver tudo o que acontecer, portanto, deverá ter humildade para pedir ajuda e querer aprender com os mais experientes.

10- UTILIZAR ROUPAS ADEQUADAS, caso a instituição não adote uniforme, o ideal é camiseta e calça de malha ou jeans - mais largo - para não prejudicar o desempenho das atividades, e tênis ou sandálias rasteirinhas. Roupas decotadas, saias, sandálias de salto, roupas apertadas, transparentes, miniblusas ou tomara que caia devem ser evitados, pois além de inibir o trabalho do profissional, desperta a tenção de pais, colabores, profissionais e demais pessoas envolvidas no processo.

11- NÃO DEIXAR AS CRIANÇAS SOZINHAS, ter consciência de que as crianças não podem ficar sozinhas em nenhum momento, caso tenha necessidade de se ausentar do espaço onde se encontra com a turma, peça a uma criança que chame outro profissional para assumir seu lugar temporariamente. Um segundo sozinhas, os pequenos cometem atitudes inesperadas.

12-  JAMAIS DÊ AS COSTAS ÀS CRIANÇAS, ao falar com alguém na porta da sala - ou em qualquer outro espaço - jamais dê as costas às crianças, em fração de segundos acontecem muitos problemas sem que o educador esteja vendo.

13- TRABALHAR SEU TOM DE VOZ, não falar em tom áspero, irônico e  volume alto - assim a criança só compreenderá suas solicitações quando as mesmas forem feitas com gritos. O ideal é manter um tom baixo e calmo, todavia caso haja necessidade de uma alteração, que não haja grito e sua mudança na tonalidade da voz..

14- GOSTAR DE MÚSICA, nesta fase a musicalização é muito utilizada. O profissional deverá gostar, conhecer e querer aprender mais e mais músicas, de preferência acompanhadas de gestos que ajudam muito no desenvolvimento infantil.

15- SABER CONTAR HISTÓRIAS, sim pois contar histórias não é ler o livro - é contar com emoção, despertando a curisidade e a imaginação da criança.

16- CONHECER AS ÁREAS DO CONHECIMENTO A SEREM TRABALHADAS: Racíocinio lógico matemático, Linguagem oral e escrita, Psicomotricidade, Áreas Perceptivas,  Conhecimento Social, Áreas de expressão artística e cultural, Valores Humanos,Religiosidade, Consciência Ecológica e Conhecimento físico - elaborando seu plano de aula enfatizando todas as áreas.

17- LER E EXECUTAR A PROPOSTA PEDAGÓGICA E O REGIMENTO DA INSTITUÇÃO,   assim  o trabalho do profissional terá embasamento teórico e sustentabilidade pedagógica.

18- SABER ELABORAR PROJETOS DE AÇÃO PEDAGÓGICA envolvendo temas atuais, o trabalho com projetos  facilita o trabalho do educador, porém, estes projetos devem ser executados com criatividade envolvendo temas de interesse das crianças e ao mesmo tempo objetivando uma conscientização sobre o tema proposto. Os projetos devem ser constantemente avaliados, caso contrário, não terão significado ao processo educacional.

19- DECORAR E REDECORAR O AMBIENTE SEMPRE QUE NECESSÁRIO, os olhos da criança se cansam com facilidade de determinadas decorações, para evitar esta situação, o ideal é utilizar cores claras, tons pastéis e desenhos acompanhados de paisagens, passarinhos, vales, árvores e flores, pois acalmam os pequenos.

20- RESERVAR UM ESPAÇO NA SALA PARA EXPOSIÇÃO DAS PRODUÇÕES DAS CRIANÇAS e convidar os demais profissionais da Instituição, bem como os familiares dos pequenos, para visitarem a exposição de trabalhos delas. Pode-se colocar um nome na exposição e um pseudônimo para o autor da obra. Expor trabalhos nos corredores de entrada da Instituição -  de forma criativa, sempre identificados e relatando os objetivos- também apresenta bons resultados.

É importante ressaltar que  não há receita pronta para se trabalhar em nenhum nível educacional, mas a troca de experiências tem garantido excelentes resultados aos profissionais. Entretanto, a chave do sucesso de qualquer trabalho consiste em gostar do que faz. Quando se faz o que se gosta, as barreiras se tornam transponíveis e as amarras mais frouxas.
fonte  - Perfil do Autor:
Formada em Magistério Graduada em Pedagogia com Supervisão Escolar; Especialista nas áreas de Psicopedagogia Institucional; Docência Universitária e Inspeção Escolar.Trabalho como professora de Ensino Fundamental nas redes Estadual e Municipal,ministro minicursos e palestras com os temas Respeitando e Convivendo Com as Diferenças e Bullying em diversos contextos sociais. www.angelaadriana.com.br